Quem não respeita uma, não respeita nenhuma!

Para o dia das mulheres:

“Quem não respeita uma, não respeita nenhuma! Não adianta desejar um Feliz Dia para as Mulheres, num País de hipócritas, sobretudo você, que ao longo desses últimos anos, chamou nossa chefe de Estado e de Governo, de vaca, vagabunda, além de outros palavrões – isso vale para homens e mulheres que estão aí mandando mensagens bestas, no dia de hoje, no Facebook! (É só para cutucar e colocar em reflexão a hipocrisia desse País machista, pois alguns não entenderam a frase).”

Por Nilson Cesar Fraga, via facebook.

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Discussão sobre concessão do estádio do Café

Hoje, acontece na câmara de vereadores a primeira discussão sobre o projeto de lei da prefeitura que pretende realizar a concessão de 10 anos do estádio do Café para a iniciativa privada. No caso, a prefeitura alega não ter recursos para cuidar do estádio.

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O estádio realmente precisa de muitos reparos, manutenção e uma nova organização, eu não sei se a forma de concessão seria a melhor maneira de contribuição para as melhorias no Café, porém, algumas medidas podem ser urgentes.

O curioso é que, a “gestão técnica” pelo visto não está conseguindo gerir o estádio como deveria e este é um grande problema, afinal, o estádio é público, é de Londrina e embora as concessões sejam diferentes de privatizações, muitas vezes, são o início de um processo e estamos vendo o que está acontecendo com as privatizações de estádios pelo Brasil a fora.

O Tubarão está vacilando

Jogando em casa, diante do Atlético, mais uma vez o Tubarão vacilou no Paranaense 2016. Dessa vez, o empate em 1 a 1 saiu com gosto amargo, pois o que se viu em campo foi um time apático, sem vontade, lento e cansado. Essa não é primeira vez que o Londrina está morto no gramado, mesmo vencendo, o time não demonstra empolgação.

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Foto: Wellington Ferrugem

O problema de tudo é que o campeonato é curto e vacilos como o de ontem podem custar caro no final das contas, ainda mais que o LEC ainda enfrenta Maringá e Operário com as duas equipes querendo sair da degola.

É fato que o Londrina ainda demonstrou futebol em 2016. Os jogos que venceu, conseguiu a vitória na vontade, na raça, a técnica ainda não apareceu. O problema é, que agora, até mesmo a vontade, a garra e a vontade de vencer parece ter desaparecido. Se o elenco não encontrar novamente o desejo de vencer em campo as próximas semanas serão complicadas.

 

“Lula guerreiro do povo brasileiro”

Esse era o grito de guerra que as pessoas gritavam na chegada do ex-presidente à sua entrevista coletiva. Lula acabou há pouco, fez um discurso regaçador, “foi pro pau com os golpistas” como diriam alguns.

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A atitude causou revolta nas redes sociais, pois Lula foi conduzido coercitivamente para dar depoimento de maneira totalmente desnecessária, uma vez que o próprio já havia deixado claro que iria depor tranquilidade caso pedissem. O circo midiático criado em torno do caso, apenas demonstra como estamos anos luz de uma grande imprensa democrática e ética. O que se viu hoje foi um atendado ao Estado de direito.

O erro de Lula

Frente a todo esse circo midiático que criaram sobre o fato do ex-presidente Lula ir prestar um depoimento, fica claro qual foi o erro de Luís Inácio Lula da Silva: transformar o Brasil.

Não é de hoje que perseguem o ex-presidente, sempre foi assim, mas, com o fato de Lula ser cotado a voltar à presidência da república em 2018, a elite brasileira está desesperada. Essa turma não suporta o fato de que um metalúrgico nordestino que estudou até a quarta série, entenda mais de política e economia que eles. Que um cabeça chata do sertão nordestino, tenha mais carisma e carinho com líderes mundiais, que suas falidas personalidades políticas. Não suportam ver as transformações sociais que o país passou nos últimos anos, pois quando estiveram no governo não as fizeram por dois motivos: incompetência e má fé. Não suportam como é incrível analisar o Brasil antes de Lula e pós Lula. Eles sabem que o país é outro e as perspectivas do nosso povo são outras.

Num passado não tão distante, os simples desejos de casa, carro, comida, faculdade, emprego, etc; eram privilégios para poucos. Para alguns, era sonho. Talvez (quase certeza) você tenha se esquecido disso, agora que tudo isso virou normal, mas quando olhar para o teu passado e ver como sua vida mudou, lembre-se, meu caro, o dedo do Lula está aí.

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A corrupção do Brasil está na justiça, na elite e na grande mídia, estes, que controlam a política. Basta realizarmos um simples raciocínio lógico: Lula foi convidado à depor por conta de um triplex que seria um presente de construtoras, até aí, ok. Tranquilo. Podem investigar a fundo. Mas, o mesmo combate à corrupção não se dá ao fato de Cerveró ter delatado que FHC recebeu 100 milhões em propina (imaginem se fosse o Lula), ou então, Youssef ter afirmado que 1/3 das propinas de Furnas iriam para o bolso de Aécio. Oras, mas porque não se ouviu nada disso? Eles não deveriam depor também? Porém, quem liga pra isso? Quem viu o FHC ir depor? Quem quer saber mais sobre isso? Claro, que não! O negócio é achar algo do Lula, da Dilma, de alguém do PT. Pera lá! Mas não é combate a corrupção da política brasileira? É obvio que isso é apenas um jogo de perseguição ao Partido dos Trabalhadores visando a eleição de 2018. Qualquer indivíduo com mais de dois neurônios sabe responder essa questão. Não precisa ser Expert em política, basta não ser tapado.

Bom, então só nos resta reconhecer que esse foi o erro (ou não) do Lula: tentar conciliar com a elite nojenta e corrupta desse país, para dar um mínimo de atenção ao seu povo. Ao invés destituí-la e enfiar a elite nas páginas da história, Lula preferiu ser um democrata. Participar da política institucional e, assim, conquistar o máximo de benefícios possível para o povo brasileiro. Ele conseguiu, mas o fato é que está pagando um preço altíssimo por isso. Paga o preço que outros líderes pagaram, por terem dado um mínimo de atenção ao próprio povo. Lula sem dúvidas é a maior personalidade política mundial do pós-guerra fria, não será um festival midiático feito pra entreter tapados que vai mudar a história, esse contexto só servirá para uma coisinha: ou provem algo muito terrível (aliás, se tivessem isso nem presidente do Brasil teria sido) contra ele, ou se preparem por uma vitória esmagadora de Lula em 2018.

Por Arthur Montagnini.

Ser ou não ser, eis o cristão! | Por Dilson Cunha

Encontrei este texto do Dilson Cunha, no facebook e decidi compartilhar aqui:

O Brasil é sim o país da piada pronta. Mas não apenas isso. É também o país da tragédia pronta. A próxima piada vai ocorrer amanhã, quando o deputado Jair Bolsonaro irá se filiar ao PSC, o Partido Social Cristão, que deveria ser grafado assim: “Partido” “Social” “Cristão”. Onde está a piada? E a tragédia?

A piada está no partido, que não é nem social, nem cristão, nem sequer, talvez, um partido.

A tragédia está no próprio Bolsonaro. O que ele sabe de “social”? E de “cristão”? Bolsonaro é o tipo de gente que crucificaria Cristo! No mínimo, quando lhe perguntassem do corpo morto do crucifixado, ele diria: “quem gosta de osso é cachorro”…

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Quando trouxessem a Cristo a prostituta flagrada no ato, ele atiraria, sim, a primeira e última pedra não sem antes se justificar: “não vou discutir promiscuidade”.

Reprovaria o bate-papo xenófilo de Jesus com alguém de uma tribo rival com uma sentença xenófoba: “eles são a escória da humanidade”.

Ah, e quando Jesus dissesse sobre “amar seus inimigos”, diria ele: exceto os ‘bandidos treinados em Cuba para praticar o terrorismo e chegar ao poder”, ou seja, os comunistas.

A única coerência é que o Bolsonaro tem a cara dos cristãos que o apoiam e os cristãos que o apoiam tem a sua cara. Vide o Feliciano e o Malafaia.

“Cristão” é um rótulo que se presta a muita coisa, por isso não diz nada. A religião da Ku Kux Klan, acreditem, era o protestantismo, e o da Inquisição, o catolicismo. Nesse sentido, e tão somente nesse sentido, um partido pode se denominar “cristão”. Curiosa e historicamente, os que assim se auto denominam são os menos cristãos. Ser ou não cristão não é coisa para grupo político a não ser que se subverta a própria fé.

Por conta dessa subversão é que o nada cristão Bolsonaro leva o rótulo de cristão. E é também por conta do inverso disso, que um não cristão como Gandhi foi o maior cristão do século XX. Os que “são” corriqueiramente são confundidos pelos que “não são”.

O cristianismo como rótulo sempre foi lacaio do poder.

Eu, tal como Jacques Ellul, prefiro a política feita em nome dos homens, que dá a César o que é de César e deixa para quem crer dar “a Deus o que é de Deus”. E que vivamos com as consequências de nossas decisões. E a fé tem que ser nobre a ponto de se permitir ser contrariada sem proferir por isso qualquer maldição e sem querer se impor pela força do Estado ou por qualquer expediente que não seja o carisma da fé.

Fé não tem fidelidade partidária. Se tem, é má fé. E a única fé que um filiado de qualquer partido precisa ter é a fé pública.

Obs.: Todas as falas no texto atribuídas a Bolsonaro foram proferidas pelo próprio.

Por Dilson Cunha.